X CINABEH - Edição Online
X CONGRESSO INTERNACIONAL DE DIVERSIDADE SEXUAL, ÉTNICO-RACIAL E DE GÊNERO

POLÍTICAS DA VIDA: COPRODUÇÕES DE SABERES E RESISTÊNCIAS

26 e 27 de março de 2021
16 e 17 de abril de 2021
14 e 15 de maio de 2021
Online
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Período de Submissão

Os trabalhos (resumos) serão submetidos por sua área de participantes até a data: 22/03/2021

Módulo de submissão

Os trabalhos poderão ser enviados nas modalidades: Comunicação Oral  Pôster e Relato de Experiência

Conheça nossOs sIMPÓSIOS TEMÁTICoS

Os Simpósios Temáticos foram pensados para fornecer ao participante as linhas de pesquisas mais importantes e inovadoras da área

Simpósios Temáticos

Coordenação:
Thiago Coacci (UFMG)
Regina Facchini (UNICAMP)
Mário Carvalho (UERJ)
Adriana Salles (SEDUC/MT)

Neste Simpósio Temático (ST) pretende-se reunir estudos, sistematização no campo da extensão universitária e relatos de pesquisa que reconheçam a correlação entre movimentos sociais, academia e a(r)tivismos no campo de gênero e sexualidade, destacando a coprodução de saberes e as alianças nas ruas, na internet, em espaços de educação formal ou informal. As pesquisas sobre os movimentos sociais já se consolidaram como parte integrante dos estudos sobre diversidade sexual e de gênero no Brasil, de modo que este simpósio busca contribuir para essa tradição de pesquisas reunindo trabalhos que reflitam sobre as múltiplas dimensões dos movimentos sociais e outras formas de ativismos de dissidência sexual e de gênero. Incentivamos também a submissão de trabalhos, tanto teóricos quanto empíricos, que colaborem para avançar no que sabemos sobre: os movimentos específicos como o de mulheres lésbicas, de pessoas bissexuais, de mulheres transexuais, travestis e homens trans, de pessoas intersexo, de pessoas não-binárias, das trabalhadoras do sexo; grupos e ativismos fora do eixo sul-sudeste; a relação dos movimentos sociais com os partidos políticos, sindicatos e com o Estado; as formas de artivismos e ciberativismo; as relações de parcerias, conflitos e intersecções entre diferentes movimentos sociais; os contra-movimentos; as tensões vivenciadas nos espaços acadêmicos e artivistas LGBTQIA+ na atual conjuntura brasileira, dentre outros temas.
Coordenação:
Fabiano Gontijo (UFPA)
Fátima Lima (UFRJ)
Estêvão Fernandes (UNIR)

Os silenciamentos, apagamentos, ocultamentos e/ou enquadramentos reguladores das expressões da diversidade sexual e de gênero podem ser vistos como tecnologias que compõem um dispositivo essencializador e naturalizador – sustentado pelos sistemas médico-científico e jurídico-normativo e por moralidades religiosas – de produção do projeto hegemônico de nação no Brasil e alhures. Configura-se, desse modo, um projeto de nação geralmente eurocentrado, heteronormativo, racialmente marcado e reprodutor de múltiplos colonialismos internos. Trata-se aqui de relacionar a diversidade sexual e de gênero, as práticas de poder do Estado, as ideologias nacionais (e homonacionalistas), as formas de governamentalidade bionecropolítica e seus múltiplos modos de atuação interna e de conexão geopolítica no sistema-mundo, mas também as formas criativas de resistência, as críticas reflexivas e as heterotopias inventivas que desafiam as utopias liberais e neoliberais totalizantes e universalizadoras e suas práticas distópicas opressoras. Serão benvindos os trabalhos contendo resultados de pesquisas já realizadas ou em andamento, reflexões teóricas e/ou propostas metodológicas inovadoras que contribuam para a compreensão das articulações das expressões da diversidade sexual, das dissidências de gênero, da raça e da classe com os projetos nacionais e as discursividades nacionalistas.
Coordenação:
Alexandre Bortolini (USP)
Bruna Andrade Irineu (UFMT)
Silvia Aguião (UERJ)
Vadenízia Bento Peixoto (UnB)

Esse Simpósio Temático (ST) convida ao debate sobre as produções, análises, abordagens e perspectivas das diferentes dimensões das políticas públicas, como a formulação, gestão, financiamento, monitoramento e do controle social, bem como a implementação e avaliação dessas políticas, tomando como referência os sujeitos que são objeto das políticas, como mulheres, LGBTQIAP+, negres, refugiades, imigrantes e outras expressões étnico-raciais, a partir de intersecções de raça, gênero, sexualidade e classe e suas críticas e resistências. A proposta do ST consiste em, a partir de pesquisas realizadas em diferentes contextos nacionais, propiciar o debate das tendências e respostas dos respectivos governos no campo das políticas públicas orientadas para as questões de gênero, raça/etnia, orientação sexual e expressões de gênero, bem como de ativistas, tomando os diferentes marcos legais relativos à essas políticas públicas e suas instituições, que estruturam, formulam, monitoram e avaliam tais políticas e seus respectivos públicos-alvo. Almeja-se que essas diferentes produções críticas teórico-metodológicas e epistemológicas sobre tais questões sejam tratadas na perspectiva da resistência dos movimentos sociais e das lutas antirracistas, anti-LGBTQIfóbicas e feministas. Em tempos de cruzadas anti-LGBTQI+, anti-gênero e anti-feminismo, como expressões conservadoras presentes nas atuais políticas públicas dos Estados nacionais, privilegia-se que o foco para as análises, respostas e demandas tomem como referência o direito a diferença e a defesa da vida.
Coordenação:
Suely Messeder (UNEB)
Ana Cristina Santos (UFAL)
Marcela Amaral (UFG)

A proposta do Simpósio Temático (ST) gira em torno das lutas, processos de subjetividade e epistemologias lésbicas e sapatonas. Intencionamos construir um espaço de trocas de estudos, pesquisas, ensaios teóricos, reflexões, relatos de experiências e diversas outras produções de conhecimento entre mulheres sapatonas de diferentes identidades, raças e etnias. A importância do debate sobre mulheres sapatonas reside em emergir questões que são historicamente vetadas na dimensão de socialização de afetos, da produção do conhecimento acadêmico, artísticos ou de qualquer outro lugar em que o heterocispatriarcado, o sistema capitalista e o racismo estruturante impõem com normas e padrões sociais. Ser sapatão na contemporaneidade significa ter uma resistência histórica da violenta do apagamento, do silenciamento e dos estereótipos reproduzidos desta sexualidade dissonante. Porém, é também compartilhar as diversas experiências e saberes que envolvem a pluralidade do ser sapatão, tais como o afeto, o companheirismo, a saúde, a militância, a história e a sociabilidade de modo geral. Portanto esse ST convida para o compartilhamento das diversidades que envolve o universo múltiplo sapatão e o continnum lésbico, desde temas circunscrevendo as pluralidades de expressão de gênero às maternidades plurais, o autocuidado e as violências lesbofóbicas que nos convocam a resistências coletivas, artísticas, políticas e artivistas.
Coordenação:
Jaqueline Gomes de Jesus (IFRJ)
Letícia Carolina Pereira (UFPI)
Thifanny Odara (UNEB)

Retomando e atualizando discussões pautadas no histórico Simpósio Temático – ST “Feminismo Transgênero ou Transfeminismo”, realizado em 2013 durante o Seminário Internacional Fazendo Gênero 10 – Desafios Atuais dos Feminismos, e a publicação em 2014 de trabalhos nele apresentados, compilados no livro “Transfeminismo: Teorias e Práticas”, o presente ST Transfeminismos e demais Protagonismos Transvestigêneres reconhece a trajetória intelectual dessa vertente feminista e convida para o debate de pesquisas acerca das transformações e dos impactos do pensamento transfeminista nos diferentes movimentos sociais, em especial junto às diversas expressões sócio-políticas de protagonismo de pessoas e coletivos autoidentificados como trans, travestis, não-bináries e demais identidades transgêneras (transvestigêneres). Este simpósio adota uma concepção interseccional das marcações sociais de classe, gênero, orientação sexual, cor/raça, idade, origem geográfica, habilidades físicas e mentais, entre as outras existentes. Não se pretende aqui falar de vidas trans genericamente, mas compreender suas articulações com os dispositivos de poder, formas de resistência e de insurgência em diferentes cenários da sociedade, abrangendo desde as relações comunitárias às institucionais, do campo político-partidário à academia, dos ambientes de trabalho aos meios de comunicação em suas variadas interfaces. Serão recebidos trabalhos que elaborem as dinâmicas individuais, desde que analisadas considerando a sua conjuntura intergrupal e societal.
Coordenação:
Guilherme Almeida (UERJ)
Vicente Tchalian (UFMT)
Camilo Braz (UFG)

Este simpósio convida a discussões sobre: acesso, permanência, participação e controle social no Sistema Único de Saúde (SUS); os programas de prevenção e tratamento IST/aids e hepatites e sua adequação a comportamentos sexuais de homens trans; o acesso ao processo transexualizador e o acesso a recursos assistenciais por homens trans no processo transexualizador brasileiro; a importância do nome social e da requalificação civil para homens trans; o acesso e a compreensão de homens trans acerca dos direitos reprodutivos e sexuais; as relações entre as experiências transfóbicas de homens trans e sua saúde mental; os usos de hormônios e sua relação com a construção de transmasculinidades; as transmasculinidades na adolescência e no envelhecimento na interface com a saúde; a construção de transmasculinidades em contextos marcados por conservadorismo religioso, sexismo, racismo, pobreza e homo/transfobia. Espera-se que tais discussões também possam contribuir para a construção de perspectivas de promoção da saúde de um ponto de vista assistencial e programático, a partir de intersecções de raça, gênero, sexualidade e classe. Espera-se ainda problematizar as formas como essas transmasculinidades tem sido interpretadas por gestores/as e profissionais das diferentes políticas sociais em que homens trans venham sendo atendidos e/ou venham demandando atendimento, com ênfase no processo transexualizador tal como vem sendo desenvolvido em hospitais e ambulatórios TT credenciados, nas instituições de saúde em geral, em instituições assistenciais, educacionais, entre outras, bem como nas relações de trabalho.
Coordenação:
Paula Sandrine Machado (UFRGS)
Thais Emilia de Campos dos Santos (ABRAI)

A intersexualidade tem sido historicamente marcada por enquadramentos biomédico-jurídicos que buscam regular as diversidades corporais e manter a diferença sexual como verdade e como norma. Os debates contemporâneos críticos em torno do tema buscam, ao contrário, desconstruir a naturalização das questões intersexo, questionar a patologização e as intervenções biomédicas precoces, não consentidas e mutiladoras a que são submetidas as pessoas intersexo, assim como abordar a intersexualidade como um objeto de estudo e prática política múltiplo, situado e complexo, que envolve uma série de disputas em torno do corpo sexuado. Neste grupo de trabalho, buscamos reunir propostas que se alinhem a essas aproximações críticas e que nos permitam avançar no sentido de explorar as distintas intersexualidades em seus múltiplos desdobramentos teóricos, analíticos e políticos. Interessam-nos, assim, debates que envolvam desde os saberes instituídos em torno da intersexualidade (como aqueles dos campos biomédico, jurídico, educacional), até aqueles que apontem para reposicionamentos críticos e resistências no campo. Análises sobre corporalidades e gênero dissidentes das normas binárias, assim como aquelas referentes a intervenções corporais serão também bem-vindas.
Coordenação:
Fernando Pocahy (UERJ)
Alexsandro Rodrigues (UFES)
Sara Wagner (UERJ)
Damião Rocha (UFT)
Megg Rayara Gomes (UFPR)

Buscamos congregar nesse Simpósio Temático, pessoas engajadas com pesquisas, estudos e discussões que se fazem acontecer no campo da educação numa perspectiva ampliada e implicada com os processos educativos que intencionam definir/fabricar corpos e vidas que importam dentro e fora das instituições de educação. Muitos são os espaços/tempos que buscam nos formar e conformar as normas das sexualidades hegemônicas, dos modos de pensar as questões etnicoracial e de gênero. As instituições educativas com suas narrativas e projetos políticos de curta e longa duração, disputam as vidas que por ali intercambiam experiências e aprendizagens! As instituições educativas, com suas práticas que afinam e desafinam políticas, não abrem mão dos processos de fabricação dos corpos racializados, sexualizados e generificados e modos de vida conformada a mesmidade interseccionando pelas sexualidades, pela raça e gênero. Por dentro das instituições educativas e, elas são muitas, práticas educativas bonitas, tecendo alianças interseccionadas pelas políticas de amizades, permitem atos resistentes e coprodução de saberes que fazem o ruir um certo projeto normativo. A diversidade sexual, as questões étnico-racias e as dissidências de gênero têm, insistentemente, por dentro dessas instituições em práticas de resistências, porque delas não podem abrir mão, firmado alianças, fomentando e coproduzindo saberes e políticas de vida que nos permitem acolher a novidade da vida com a educação. E por essa via, da denúncia e dos anúncios do que pode a educação a favor da vida na diferença, do direito à vida e da longevidade escolar, que este ST, busca acolher a esperança com a educação laica e democrática e seus sujeitos.
Coordenação:
Pablo Rocon (UFMT)
Marco José Duarte (UFJF)
Marcos Aurélio da Silva (UFMT)
Rayssa Porto (UFMT)

Esse grupo de trabalho convida ao debate sobre a produção, as práticas e as disputas no campo da saúde em dimensão micro-macropolíticas a partir de intersecções de raça, gênero, sexualidade e classe. Problematizando os efeitos dos encontros com os territórios da saúde brasileira com as populações de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e Intersexos (LGBTIs), de mulheres, negros e negras, dialogando sobre os avanços, retrocessos e impasses no acesso destas populações ao Sistema Único de Saúde, desde a entrada na atenção primária, à formulação de políticas e programas específicos, como também, o financiamento de ações, políticas e programas voltados às demandas desta população sob as análises interseccionais. Este simpósio convida a discussões sobre: Acesso e permanência no Sistema Único de Saúde (SUS); os programas de prevenção e tratamento ás ISTs/Aids e Hepatites Virais; o processo transexualizador brasileiro; nome social para travestis e transexuais; direitos reprodutivos e sexuais; saúde mental; os usos de hormônios e/ou a aplicação de silicone industrial; formulação, prática e financiamento das ações, políticas e programas em saúde; O envelhecimento na interface com a saúde; Conservadorismo religioso e ideologia de gênero na perseguição à Mulheres, Negras, Negos e LGBTIs que reverberam no ao acesso e permanência ao SUS e no (sub)financiamento de ações, programas e políticas de saúde; Direito a diferença e a defesa de uma vida.
Coordenação:
Renan Quinalha (UNIFESP)
Anelise Fróes (UNDP/Brasil)
Letícia Vieira (UFRJ)

Considerando o reconhecimento das diversidades sexuais e de gênero nas recentes mudanças no ordenamento jurídico global, este Simpósio Temático (ST) objetiva congregar trabalhos teóricos e empíricos que analisem as condições para efetivação dos direitos humanos através de sua relação com os sistemas de justiça, tanto a partir de uma lógica promotora de mudanças político-institucionais internacionais ou transnacionais ou mesmo pelo viés da sociedade civil nos processos organizativos das lutas sociais indutoras de mudanças subjetivas, domésticas e micropolíticas. Considera-se que a promoção dos direitos humanos depende especialmente do entendimento de que a função judicial encontra legitimidade na soberania popular, e, portanto, devem corroborar com princípios de participação e controle social. Assim, a proposta busca envolver trabalhos que intencionem diagnosticar a dimensão e o alcance da atual crise dos direitos humanos enquanto linguagem e instrumento emancipatório, assim incentivamos propostas que se correlacionem com as temáticas: judicialização dos direitos LGBTQIA+ no Brasil e em outros países; demandas de acesso a justiça e dispositivos reguladores de processos migratórios no entrecruzamento com as diversidades; tensões e disputas por direitos sexuais e reprodutivos nos sistemas de justiça; políticas internacionais e processos de Estado. São bem vindos trabalhos que dialoguem com as literaturas do Direito, da Ciência Política e da Relações Internacionais, bem como de outras áreas disciplinares, tal qual estimulamos trabalhos que reflitam sobre modos de agir, mobilizar e internalizar as normas de direitos humanos.
Coordenação:
Rubra Araújo (UFT)
Rafael Noleto (UFPel)
Tamires Côelho (UFMT)
Diego Paleólogo Assunção (UERJ)

O objetivo deste Simpósio Temático (ST) é congregar pesquisas que discutam as possibilidades construídas pelas múltiplas expressões artísticas e pelos meios de comunicação na construção de representações e na produção de resistências em diálogo com os estudos de gênero e sexualidade nas humanidades. Acreditamos no potencial de obras ficcionais e/ou documentais como formas de representação (audiovisual, literária, musical, entre outras) que nos apontam saídas e caminhos para a formação de leitores e espectadores mais críticos e ativos em sua condição de cidadãos e a possibilidade de vidas vivíveis, mas também revelam resistências e memórias da construção de uma história LGBTQIA+ no Brasil. Pretendemos colocar em diálogo pesquisadores que se debruçam sobre livros, filmes, produtos da comunicação e obras artísticas (comerciais e/ou independentes) e que destacam a dimensão política desses fenômenos, como espaços de construção da diversidade sexual e de gênero, na interface com outros marcadores político-sociais. Nos interessam trabalhos que, ao criticarem as produções artísticas e dos meios de comunicação, mostrem as fissuras, as brechas, mas também as continuidades, de formações discursivas que solapam vivências ou invisibilizam existências que desafiam os padrões cisheteronormativos europeizados.
Coordenação:
Gabriel Oliveira (IFMT)
Vinicios Ribeiro (UFRJ)
Adriana Azevedo (PUC-Rio)

O que é uma imagem dissidente, ou melhor, quem define a dissidência, a quem ela se dirige e o que ela implica? Nas sociedades de máxima vigilância e de extrema visibilidade, qual o lugar da pornografia como ferramenta estética, de prazer ou de contestação? De que modos as visualidades engendram representações da clausura ou são tomadas e devolvidas aspirando à liberdade? Somos seres imagéticos, a procura de singularidades e ao mesmo tempo sentidos coletivos para habitar o mundo fraturado: “a imagem visual também produz poder, donde a importância de entender o movimento do poder nas tecnologias do olho – artes visuais como a pintura e a escultura, prática do cinema e dança, e os efeitos visuais das tecnologias da comunicação (BRAH, p. 373)”. A assertiva citação de Brah ressalta o “problema da imagem” ou a inseparabilidade da estética e política. O que nos leva a máxima de Nicholas Mirzoeff, teórico da Cultua Visual, ao ressaltar que a imagem e a visualidade não fazem parte da vida cotidiana, elas são a vida cotidiana. Logo, estamos diante de problemas epistêmicos, éticos e estéticos no campo das experiências, das identidades e das sofisticadas reiterações do colonialismo, que atravessou territórios, corpos, nervos ópticos e no invisível desejo. Se buscamos imagens perdidas, fraturadas, soterradas, necessitamos de um programa ético-político capaz de romper com a violência do pensamento moderno (Denise Ferreira da Silva, 2016). Deste modo, o grupo de trabalho deseja articular pesquisas em torno da imagem, das ecologias das mídias, das artes visuais, do cinema, das artes da cena e da vida. Encorajamos a participação de trabalhos que apostam na reparação, na tomada do corpo como um repositório da memória e do trauma, mas que instaura o movimento da reparação, da reescrita das narrativas e das disputas de sentidos sobre existências não-normativas.
Coordenação:
Guilherme Passamani (UFMS)
Benjamin Braga (UFMT)
Cadu Henning (UFG)

A população mundial tem vivido cada vez mais. Há aumento da expectativa de vida em diferentes países. Inclusive no Brasil. Nesse sentido, depois dos anos 2000, temos observado um crescente interesse pelos estudos acerca do envelhecimento, da velhice e do curso da vida. Diferentes áreas de conhecimento produzem reflexão que buscam compreender as particularidades desse quantitativo de pessoas que só aumenta. No que diz respeito ao caso específico do envelhecimento, da velhice e do curso da vida de pessoas LGBTQIA+ tem-se observado, igualdade, um crescente interesse sobre o tema. Tal interesse está mais consolidado nos Estados Unidos e em alguns países da Europa. No Brasil, as pesquisas – pode-se dizer – ainda são recentes e há uma série de olhares possíveis a serem problematizados. Nesse sentido, esse grupo de trabalho espera dialogar com pesquisas que estejam preocupadas e que tenham como foco as experiências de envelhecimento e curso da vida em trajetórias de pessoas LGBTQIA+. Interessa-nos promover o diálogo de saberes de diferentes ramos do conhecimento e as articulações entre marcadores sociais da diferença. Além disso, faz-se igualmente importante pensar o tema proposto a partir de contextos regionais variados.
Coordenação:
Leonardo Lemos de Souza (UNESP)
Raquel Gonçalves Salgado (UFR)
Sofia Fávero (UFRGS)

A proposta deste simpósio temático parte de questionamentos acerca das experiências de crianças e jovens sobre suas sexualidades e gêneros, diante das políticas que gestam o banimento das diversidades, no sentido de promover explicações lineares dirigidas a um telos heterocisnormativo sobre o desejo e os corpos das pessoas ao longo da vida. Tais políticas produzem a ideia recorrente da criança sem sexualidade e da/o jovem como pessoas cujas sexualidades são assumidas como um risco, de que as expressões de gênero dissidentes da norma são provisórias ou que existe a possibilidade de corrigir o desvio da não correspondência sexo-gênero-desejo. Ao mesmo tempo, disputam com esses discursos as interrogações constantes de crianças e jovens a partir de suas experiências sobre esses aspectos da vida, implicando na recusa de identidades rígidas, na inventividade e na coragem de produzirem resistências às normatividades impostas sobre seus corpos e desejos. Desse modo, busca-se reunir, para este simpósio, trabalhos que tragam críticas voltadas para as noções de identidade e teleologia, com base em narrativas científicas, literárias e autobiográficas sobre sexualidades e gêneros na infância e na juventude. Construir outros modos de pensar a infância e a juventude a partir de narrativas que escapem da noção da diferença patologizada e desviante é o foco principal deste simpósio.
Coordenação:
Marcio Alessandro Neman (UFR)
Simone Brandão (UFRB)
Guilherme Ferreira (UFRGS)

Com este Simpósio Temático (ST), investimos no recebimento de produções de saberes de várias orientações teórico-metodológicas que problematizem as questões relacionadas à Justiça Criminal e às Políticas de Encarceramento. Sabemos que tais políticas, por meio de posicionamentos e perspectivas deterministas, universalizantes e binárias, promovem a subalternidade, a domesticação e modos de disciplinarização e controle de vidas que estão atravessadas por poderes-saberes que restringem pessoas em espaços instituídos e em composições de vidas precárias. Considerando o alarmante número de pessoas em processos de institucionalização, principalmente em contexto de Estado de Exceção, torna-se emergente o fortalecimento de redes de pesquisa e intervenções que privilegiem políticas da vida, de desencarceramento e, de modo afirmativo, produza resistência e denúncia contra as narrativas hegemônicas que tornam a intersecção de classe social-econômica, de sexualidade e orientação sexual, de identidade de gênero, de raça/etnia/cor de pele, premissas para o aumento do sofrimento psíquico durante o aprisionamento. Também nos interessamos, neste ST, em trabalhos e experiências que realizam ações afirmativas que tensionam o racismo, a LGBTIfobia, o machismo e o elitismo, entre outros, e produzam ações e estratégias singulares que possibilitam contribuições para minimizar os efeitos dessas práticas sociais violentas.
Coordenação:
Tatiana Lionço (UNB)
Felipe Fernandes (UFBA)
Dandara Felícia Silva Oliveira

Este Simpósio Temático (ST) pretende debater as estratégias que vêm sendo empreendidas para paralisar, retroceder e mesmo criminalizar as políticas públicas de direitos sexuais e de direitos reprodutivos. Ainda, visa conhecer as características do modo de governo e das retóricas de apoio ao bolsonarismo, compreendido como lógica contemporânea de acirramento do neoliberalismo atrelado a agendas morais ou de costumes, sobretudo alinhadas à defesa da família tradicional e de valores cristãos ou da retórica do combate à “ideologia de gênero”. Interessam a este grupo de trabalho pesquisas que buscam conhecer a política externa brasileira relativa à agenda de direitos sexuais e direitos reprodutivos no governo Bolsonaro; as políticas públicas empreendidas e as desmanteladas durante este governo, sobretudo relativas à saúde e à educação na interface com os direitos humanos, os direitos sexuais e os reprodutivos, bem como a política de atenção à saúde mental; as proposições legislativas que incidem sobre direitos sexuais e direitos reprodutivos, incluindo aquelas movidas a partir de preceitos morais de base religiosa; as estratégias de destruição de reputação e de ameaças contra ativistas e acadêmica/os feministas ou que lutam por direitos sexuais; as mobilizações para a defesa dos direitos sexuais e direitos reprodutivos que se organizaram a partir das estratégias contemporâneas antigênero. Ainda, este grupo de trabalho pretende considerar a relação entre a pandemia do coronavírus e as políticas públicas voltadas para a garantia de direitos sexuais e reprodutivos, bem como identificar se a ofensiva antigênero está relacionada a características negacionistas em relação à pandemia, ou à recusa da manutenção de serviços relacionados às mulheres e às populações LGBTQI+.
Coordenação:
Cris Serra (UERJ)
Kaio Lemos (UFPE)
Claudenilson Dias (UFBA)

Esse Simpósio Temático (ST) convida ao debate sobre as produções e práticas sobre o campo das religiosidades em que mulheres, negres e LGBTQI+ estão presentes, na interface dessas religiosidades com os estudos de gêneros e sexualidades, a partir do enfoque interseccional com os marcadores sociais da diferença ou não, mas na perspectiva da defesa da vida. Para tanto, são bem-vindos temas que problematizem: o conservadorismo religioso na perseguição às mulheres, negres e LGBTQI+; o racismo religioso nos ataques as religiões de matriz africana; a intolerância religiosa frente a outros credos; a islamofobia como expressão do racismo; as vivências e experiências das dissidências sexuais e de gêneros nos espaços religiosos; as organizações, redes e coletivos de mulheres, negres e LGBTQI+ e suas filiações religiosas; as resistências e existências de LGBTQI+ religioses frente a reprodução de opressões correlatas presentes nas práticas e instituições religiosas; o recrudescimento e conservadorismo das jornadas anti-LGBTQI+, anti-gênero e anti-feminismo frente aos direitos desses sujeites e os conflitos, resistências e lutas em um cenário de retrocessos e crises política, econômica e sanitária; Teologia Queer e produções similares de outros espectros religiosos que tratam e produzem conhecimentos a partir do olhar e do protagonismo de LGBTQI+ nos cenários acadêmicos e eclesiásticos; corporalidade, desejos, subjetividades e sexualidades nos espaços religiosos; os modos generificados, racializados e sexualizados na moral e normas das diferentes religiosidades.
Coordenação:
Moisés Lopes (UFMT)
Esmael Oliveira (UFGD)
Lorena Moraes (UFRPE)

Buscamos congregar nesse Simpósio Temático, pessoas implicadas com pesquisas, estudos e discussões cujo tema seja o da diversidade sexual e de gênero em contextos rurais, interioranos e/ou em circunstâncias etnicamente diferenciadas. Tais debates têm adquirido relevância ultimamente no campo das Ciências Humanas, entre outros fatores, devido a interiorização dos pesquisadores formados nos grandes centros, bem como do campo de investigação as vivências e experiências dissidentes de gênero e sexualidades. Contextos interioranos aqui não pode ser pensada a partir de uma oposição dual “Centro x Interior”, mas sim como uma questão relacional que leva em consideração distintos elementos, tais como: 1 – Regime de visibilidade x invisibilidade; 2 – As distinções que envolvem a gestão do segredo; 3 – Os distintos desafios de construção de uma comunidade e envolvem questões como identidades, violências e resistências; 4 – A construção de homonormatividades em distintos contextos. Assim, este GT tem como fim debater, (re)construir e visibilizar diferentes aspectos relacionados à experiência da diversidade sexual e de gênero em contextos fora das grandes capitais e, com isso, alcançar os seguintes intentos: 1 – instigar reflexões sobre as vivências e experiências dissidentes em contextos interioranos; de (2) apresentar novos resultados de pesquisas realizadas nesses contextos (no Brasil em particular e nas Américas como um todo); e, enfim, de (3) propor mais aportes teóricos adequados e planear soluções metodológicas inovadoras para lidar com essas realidades.
Coordenação:
Márcio Ornat (UEPG)
Ian Habib (UFBA)
Thiago Barcelos Soliva (UFRB)

Este Simpósio Temático (ST) busca reunir estudos e pesquisas que congreguem o debate acerca das múltiplas territorialidades LGBTQIA+ entendendo o papel do urbano na constituição das espacialidades e memórias dos sujeitos dissidentes. Com enfoque nas questões relacionadas a gênero e sexualidade em intersecção com raça, classe social, geração e outros marcadores, espera-se discutir sociabilidade, consumo, lazer, turismo e os ciberespaços. A memória é vista como chave analítica fundamental para pensar a conexão entre corpos, saberes, lugares e expressões LGBTQIA+, seja pelo apagamento da memória das sexualidades e gêneros dissidentes, pelo efeito da negação de direitos culturais destes sujeitos ou da resistência transviadas constituinte de inúmeras iniciativas globais em defesa do direito ao território, à cidade e à memória. Acreditamos serem bem vindos trabalhos originados no âmbito da Geografia, da História, da Museologia, da Antropologia e de outros campos disciplinares. Trata-se de enfatizar que aqui memória e cartografia possuem dimensão social, sendo estas perpassadas por subjetividades, trajetórias e relações de poder.
Coordenação:
Cristina Vianna M. Santos (UFT)
Danie Jesus Marcelo (UFMT)
Moisés Menezes (ISCTE)

Este Simpósio Temático (ST) pretende reunir produções sobre os modos de vida pessoal e coletiva construídos, a partir das experiências de violências sofridas por meio das políticas de extermínio e práticas de genocídio cada vez mais disseminadas. Valorizando perspectivas teóricas do campo de gênero e feminista, a partir do debate interseccional, de diversidade sexual e antirracista, este ST pretende promover diálogos e partilhas de relatos de experiências, trabalhos de extensão e pesquisa acadêmica, bem como de produção militante diversa e plural. O objetivo é reunir pesquisa e prática cotidiana em debate sobre como as diferentes formas de violências perpetrados pelos regimes de verdade das políticas de extermínio das pessoas, grupos, comunidades e populações têm impacto na produção de subjetividades e na saúde mental. Serão acolhidas as propostas de trabalho sobre: violência contra mulheres como prática de dominação e opressão; combate à violência de gênero e à violência contra LGBTI’s; violência psicológica nas práticas de invisibilidade e cancelamento; enfrentamento da violência por assédio moral e institucional; violência da necropolítica e das políticas de extermínio na pandemia; aumento da violência na pandemia e impacto na subjetividade e na saúde mental. Serão bem-vindos ainda temas correlatos que se alinhem a proposta geral do ST.
Coordenação:
Brune Coelho Brandão (UFJF)
Marco José Duarte (UFJF)
Bruna Irineu (UFMT)

Nesse simpósio temático (ST) iremos acolher trabalhos, estudos e relatos de extensão, pesquisa ou experiência profissional que envolvam produções acadêmicas, políticas, artísticas, ativistas, artivistas e profissionais concernentes ao campo da diversidade sexua, da diversidade étnico-racial e da diversidade de gênero observando suas conexões com classe social, geração, regionalidades, entre outros.
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